Fado
Publicado por João a 10 de Janeiro de 2008
Arquivado em Universidade
Seabra Santos, reitor da Universidade de Coimbra, hoje de manhã, na TSF:
“A lei é muito vaga em matéria de informações sobre o que é uma fundação pública de direito privado, de que forma vão ser geridas estas instituições fundacionais e quais são as vantagens e inconvenientes que daí podem decorrer“.
Fascinante. O reitor da Universidade de Coimbra acha que cabe ao governo esclarecer as universidades sobre as “vantagens e os incovenientes” que podem decorrer destas optarem por ser fundações. Dito de outra forma: a Universidade de Coimbra não tem capacidade, nem engenho, para, recorrendo aos seus orgãos constituídos por eminências catedráticas, analisar o risco de uma decisão.
Das 14 universidades públicas, só Aveiro e o Porto não se deixaram embalar por este fatalismo funcional.
Actualização: Segundo a Lusa, o ISCTE é a terceira instituição de ensino superior a avançar com uma proposta para passagem a fundação pública de direito privado.
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3 Comentários ao artigo “Fado”
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Já lhe ocorreu que as Universidades pode, de facto, ter dúvidas sobre as consequências da decisão?
O que se pede que é uma verdadeira revolução em termos de gestão universitária que, como é natural, suscita grandes dúvidas.
Acompanhei um pouco do processo em Coimbra, e julgo que a falta de certezas quanto ao futuro era a nota predominante. Mais, é óbvio que retirar poderes e meter gente “de fora” não agrada a ninguém…
Caro Marco,
É expectável que a Universidade tenha dúvidas sobre as consequências da decisão. Mas cabe à Universidade, e não ao governo, tentar avaliar o impacto da mesma. Tomar uma decisão, justificando-a com a incapacidade de avaliar as “vantagens e os inconvenientes”, parece-me um bocadinho disfuncional.
E ainda para mais quando Coimbra tem uma faculdade de Direito que se consider a ela própria uma das melhores do país e uma das mais difíceis (LOL) do mundo!
Os ilustres professores da velha universidade não tiveram a distinta capacidade de informar o Sr. Reitor sobre as consequências da decisão.