Sprawl
Posted on May 28, 2008
Filed Under Sociedade
O Luis Rainha acha que e possivel um futuro sem combustiveis fosseis. E que esse futuro se prepara, entre outras coisas, com «atrair mais gente para os centros das cidades; [e] impedir o alastramento destas». Eu nao sei, porque o Luis nao o diz, em que cidades e que ele esta a pensar. Provavelmente, anda a ler autores norte-americanos (nos dias que correm, e muito dificil ler outros em tempo util e com o minimo de qualidade, eu sei). Mas o problema e que ha especifidades da realidade norte-americana que sao isso mesmo: especifidades.
Na maior parte das cidades da Europa Ocidental, e em Lisboa, em particular, e manifestamente impossivel trazer mais pessoas para o centro (deveriamos ser rigorosos e definir “centro”, mas adiante). Uma das diferencas mais evidentes entre as cidades norte-americanas e as europeias, e a dispersao espacial da populacao que e muito superior nas primeiras. Ora, quando nos E.U.A. se fala em reduzir o urban sprawl, e comum tomar os modelos europeus de ocupacao territorial e de mobilidade como bons exemplos: nao so vivemos e trabalhamos mais perto uns dos outros, como as redes de transportes publicos sao mais abrangentes.
Na lista das cidades mais densas do mundo, a primeira norte-americana, Los Angeles, aparece em nonagesimo lugar. A frente de L.A., estao quase todas as capitais da Asia, da America do Sul, da Europa Ocidental e de Africa. Portanto, e mais uma vez, quando se le que o sprawl e um problema com elevados custos energeticos, tem que se ter em conta que a sua dimensao, nos E.U.A., e muitissimo superior a dos outros paises.
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