Wisconsin: o que foi diferente
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Estados Unidos, Política
20 Fevereiro, 2008, 11:50 |
Vivi dois anos em Wisconsin. Em Fevereiro, ninguém sai de casa por causa das temperaturas absurdas. Wisconsin tem pouco mais de 5 milhões de habitantes. Ontem, com 20 graus negativos, um milhão e cem mil wisconsianos votaram nas primárias Democratas; um terço disso, nas Republicanas.
Mais: Barack Obama ficou 17 pontos percentuais à frente de Hillary Clinton. Há dois meses, esta era a diferença na intenção de voto, mas ao contrário. E tal como já tinha acontecido na Virginia e no Maryland, as mulheres e os que ganham menos de 50 mil dólares/ano dividiram-se entre as duas candidaturas. Da sua base de apoio inicial, resta agora a Hillary Clinton o eleitorado com mais de 65 anos. Foi um erro tremendo ter ignorado Wisconsin e será agora ainda mais difícil contrariar a dinâmica de vitória de Obama; os 14 pontos que os separam no Ohio, e os oito, no Texas, podem evaporar-se num instante.
Perante o nível de participação eleitoral e a margem da vitória de ontem, num estado que é swing e onde se vota por primária, tenho que reconhecer que Obama poderá ser capaz, em Novembro, de fazer melhor do que aquilo que aqui escrevi.
[Nota: Hillary Clinton não congratulou Obama pela vitória de ontem. É uma atitude deselegante, que voltou a repetir. Adenda à nota anterior: Como lembra o Nuno Gouveia, Barack Obama começou a discursar, no Texas, enquanto Hillary Clinton discursava no Ohio.]
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