In support of a shared physics and politics terminology
Posted on February 15, 2008
Filed Under Política
Ha dois meses, as sondagens anunciavam uma vantagem de 20 pontos percentuais de Hillary Clinton relativamente a Barack Obama nas primarias do Wisconsin. Nos ultimos dias, Obama tem estado cinco ou dez pontos a frente, embora algumas sondagens indiciem uma recuperacao de Clinton. O momentum das ultimas vitorias de Obama nao justifica tudo e e a ausencia de spin promovido pela campanha de Clinton que nao tem ajudado.
Durante a semana passada, escrevia-se que a campanha da senadora de Nova Iorque estaria mais interessada nas primarias de 4 de Marco no Ohio e no Texas, do que no Wisconsin. Se e verdade que os resultados de hoje nao irao alterar muito os totais de delegados (a alocacao e proporcional e nao se espera uma vitoria esmagadora de nenhum candidato), tambem e verdade que Clinton beneficiaria de algum friction (tomem la mais fisica) ao momentum de Obama.
A razao para o aparente ostracismo a que Wisconsin foi condenado pode ser a recente reconfiguracao da equipa conselheira de Clinton, que so ha poucos dias parece ter recuperado o controlo da campanha. Jay Cost elabora neste artigo, entre outras coisas, sobre os chamados “efeitos de campanha” e conclui que Clinton e quem mais deles beneficia. Os ultimos tres dias, passados a enfrentar os 20 graus negativos caracteristcos nesta altura do ano em Wisconsin, serviram como a motivacao desejada pelos seus apoiantes.
Uma vitoria hoje em Wisconsin seria importante para as decisivas primarias do Ohio e do Texas. Mas qualquer que seja o resultado, Hillary Clinton nao deixara de acumular, durante as proximas semanas, milhares de milhas aereas nas ligacoes entre Columbus e Austin, e aplicar-se-a o principio de incerteza de Heisenberg: quanto mais conhecida for a sua localizacao, menos conhecido sera o seu momentum.
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