O “actualmente”
Publicado por João a 23 de Março de 2008
Arquivado em Educação
Sobre o conflito entre uma aluna e a sua professora numa escola do Porto, já sabemos — e estávamos à espera — que os defensores do “antigamente” consideram as imagens ilustrativas da degradação do espaço escolar. Obviamente, estes conflitos não são exclusivos do “actualmente” e só uma variante de Alzheimer pode explicar o fenómeno de esquecimento colectivo a que estamos a assistir. (Abstenho-me de descrever, por serem exemplos extremos, os conflitos típicos nas salas de aula de uma escola de Setúbal que frequentei, mas o João Pinto e Castro e o Miguel Abrantes lembram outros mais comuns.)
Talvez fosse interessante discutir o que aconteceu depois. A professora, certamente incomodada, não comunicou o sucedido à Escola. Segundo o Expresso, o conselho directivo desta veio a saber através da DREN, que por sua vez teve conhecimento através de um email. Ora, as escolas deviam ter — e não sei se esta em particular tem — estruturas competentes e de confiança a que os docentes possam recorrer com a maior das discrições quando sujeitos a situações desta natureza. Os ambientes escolares nunca serão isentos de conflitos — nem o eram “antigamente” — e é a forma como estes são resolvidos que ajuda a distinguir as boas das más escolas. Quanto menos localizada for a sua resolução, menos confiança será depositada no sistema e outros conflitos serão potenciados.
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