E os adultos?
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Ciência, Educação
2 Julho, 2008, 10:17 |
Excerto da entrevista a James P. Evans, professor de genética na University of North Carolina em Chapel Hill, publicada no último suplemento de ciência do New York Times — aos fins de semana, o professor Evans ensina genética aos juízes norte-americanos, integrado no programa Advanced Science and Technology Adjudication:
«[Q.] Why do Judges need to know their genetics?
[A.] Because they are frequently trying cases that hinge on genetics. And many don’t know what DNA is. They may have a rough idea. But they don’t understand the fine points. (…) Many of the judges say that they fear their lack of scientific knowledge could cause them to make mistakes.»
Nos últimos dias, tem-se debatido muito, aqui e noutros sítios, sobre os índices de literacia científica dos estudantes de 15 anos.
Mas o que podemos nós dizer sobre as actuais gerações de líderes? Em Portugal, qual é o nível de literacia científica dos juízes, dos deputados, dos governantes ou dos jornalistas, por exemplo? Estas são pessoas que, nas suas actividades profissionais, têm que decidir ou comentar sobre assuntos, muitos deles envolvendo conceitos científicos recentemente desenvolvidos. Estarão elas preparadas para lidar com este tipo de informação? Assumem as suas limitações? Pedem ajuda a alguém? A quem?
Comentários
3 Comentários ao artigo “E os adultos?”
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Na mouche. Vejam-se, por exemplo, as discussões sobre o uso de células estaminais…
Sobre a questão da literacia dos adultos e de quem fala mais alto (temos este problema), da influência sobre o país, gostava de introduzir este artigo de hoje do Rui C Branco: link
esta discussão: link
e este artigo do Vital Moreira: link
Repare-se como o treino do raciocínio leva uns numa direcção e outros na direcção oposta. E, no entanto, estamos a falar de opiniões representativas de outras que deram em leis que vão influenciar de forma determinante a vida das pessoas. E só a minha (e do Rui) é que está correcta, as outras estão erradas. Porquê? Treino.(ok, também tenho direito há minha dose de achismo)
Ui: “à minha dose”!