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[Via JCD; ™ CNN]

O meu gene esquerdo

No New York Times: «Political scientists at the University of California, San Diego have gone another step, identifying specific genes associated with voter participation and partisanship

O apoio de Edwards a Obama

No post anterior escrevi que as primarias Democratas tinham chegado ao fim devido ao apoio de Edwards a Obama. O terem chegado ao fim significa que Barack Obama sera o nomeado do partido Democrata, a menos que algo de muito anormal aconteca. Mas nao significa que o processo tenha terminado, de facto. Certamente, havera primarias nos tres estados que restam e alguns continuarao a defender a representatividade de Michigan e Florida na convencao, como ja aqui tinha escrito. O partido Democrata so tem a ganhar com isso. Mas, e embora o processo continue, o discurso de Clinton devera mudar para um registo mais conciliador. A partir deste momento, e preciso unir as bases. Isso mesmo foi ontem feito, em Michigan, quando Edwards dedicou a primeira parte do seu discurso a sublinhar as qualidades de Hillary Clinton. Quando o nome da senadora de Nova Iorque foi referido pela primeira vez, ouviram-se assobios; no final das referencias a coragem de Clinton, ja so se ouviam aplausos.

Actualizacao: Video com o discurso de Edwards em baixo.

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O fim das primárias Democratas

John Edwards anunciou que vai apoiar a candidatura de Barack Obama. As primarias Democratas chegaram ao fim. A partir deste momento, Obama e o aparelho do partido vao estar focados em escolher o candidato a vice-presidente e a atribuir lugares na hipotetica administracao Democrata. A Clinton, se quiser vir a ter um papel relevante neste processo, nao resta outra alternativa senao fazer o mesmo que Edwards.

Terá mesmo chegado ao fim?

Primeiro, o disclaimer:

«As those who know me in personal life can attest, I am a contrarian. For better or worse, when I see everybody looking right, the first thought in my head is, “What’s over there on the left?” So, the following might just be a product of my contrarian instincts, but I have to say that I just can’t get to where most everybody is on this race».

Depois, o reasoning:

«West Virginia is 95% white, and one of the poorest states in the nation. Demographically, Pennsylvania’s twelfth congressional district is a decent proxy of it. Clinton won Pennsylvania’s twelfth by 46 points. A recent Rasmussen survey put her up 29 points in the Mountaineer State, with 17% undecided. Another poll had her up 40 points, with Obama under 25%.

Kentucky is not as poor or as white as West Virginia, but it is nearly so. Demographically, Kentucky falls somewhere between Ohio’s sixth congressional district, which went for Clinton by 45 points, and the seventeenth, which went for her by 28 points. A recent Survey USA poll of the Bluegrass State had her up 34 points – with a staggering 72 point lead in the east, where Obama was winning less than 20% of the vote. Rasmussen recently had her up 25 points with 13% undecided».

Finalmente, a conclusao:

«Minimally, I will predict that West Virginia will be either her best or her second best finish, behind only Arkansas. Kentucky should come in right behind the two. This alone should be enough to induce some caution. I think it is too hasty to declare her finished just days before two of her three best states».

Por Jay Cost, obviamente.

Terá mesmo chegado ao fim? (2)

Sera muito dificil a Hillary Clinton garantir a nomeacao, mesmo que venca por muito na Virginia Ocidental e no Kentucky. E o proprio Jay Cost quem o diz no artigo que refiro no post anterior. Mas as primarias nao chegaram ao fim. E Clinton, menos ainda.

Primeiro, seria um disparate ignorar os eleitores nos quatro estados que faltam. Afinal, e desde sempre, a maior critica as primarias tem sido o facto de o nomeado ser escolhido pelos estados que votam ate a Super Tuesday, altura pela qual tudo costuma ficar resolvido. Pela primeira vez, existe a possibilidade de os eleitores dos 50 estados participarem activamente na escolha. E este patrimonio de motivacao das bases e algo que sera fundamental em Novembro.

Segundo, e no seguimento do ponto anterior, Florida e Michigan acabarao por ter os seus delegados representados na convencao, com maior ou menor peso. Sao dois estados muito importantes em Novembro para ficarem de fora agora.

Terceiro, Clinton podera vir a ter na Virginia Ocidental e no Kentucky duas das tres melhores perfomances eleitorais em todo o processo. Ninguem, no seu juizo completo, abandonaria a corrida dias antes de vitorias dessa dimensao.

Quarto, e impossivel ignorar o facto de Clinton, mesmo ficando em segundo, ir ser representada na convencao por quase metade dos delegados e ter reunido 48% dos votos populares.

Quinto, as bases Democratas estao de tal forma demograficamente divididas que e necessario garantir que o processo de nomeacao nao poe em risco a unidade do partido para Novembro.

Dito isto, Hillary Clinton ainda tera um peso muito grande no processo de nomeacao dos candidatos Democratas. No limite, podera mesmo vir a ser escolhida para a vice-presidencia. Vice-presidencia essa que Dick Cheney ja demonstrou poder ser mais poderosa do que e historicamente reconhecido.

Um novo partido democrata?

Donna Brazile acaba de afirmar, na CNN, que a nova demografia do partido democrata e mais urbana e suburbana e menos blue-collar. Jay Cost, num artigo que aqui citei, escreveu: «the point here is simply that an Obama victory [in November] might look like something we’ve never seen before». Se eu fosse um dos superdelegados indecisos, esta era a questao que eu queria ver esclarecida.

Os dilemas dos superdelegados

Seguem-se afirmacoes de alguns dos 230 superdelegados a convencao do partido democrata ainda nao declarados. [Fonte: New York Times]

Margaret Campbell, Party official, Mont.
«It’s been emotional, it’s been frustrating. It has been very frustrating. It is a huge responsibility».

Thomas R. Carper, Senator, Del.
«I frankly don’t care a lot who ends up at the top of the ticket, but I hope at the end of the day they could be convinced to run together».

James E. Clyburn, Representative, S.C.

«I still remain studiously neutral. I think that the historical significance of so-called superdelegates — these are unpledged delegates — is very, very important for us to maintain. We are in place in order to either extend the wishes of the voters or to try to make corrections if they need to be made».

Gilda Cobb-Hunter, Party official, S.C.
«I’m undeclared because I think it’s important for the process to play itself out. I don’t see inserting myself into the process. I’m not interested in being wooed. I’m not important».

Peter A. DeFazio, Representative, Ore.

«This has never come up in my political lifetime. I have no idea how this will play out».

Russ Feingold, Senator, Wis.
«I’m having a hard time deciding between Hillary Clinton and Barack Obama, as are many people. Those are the two I take the most seriously. I go back and forth, to be honest with you. I’m torn on this whole issue of who’s more likely to be progressive and really seek change vs. who’s ready to do the job today. It really is a true dilemma in my mind».

Tom Harkin, Senator, Iowa
«I haven’t made up my mind yet. I’m still neutral in this race, and I intend to remain that way».

Awais Khaleel, Party official, Wis.
«I don ‘t think anybody my age, 23 years old, expects to be this deep in the process right now».

James Roosevelt, Party official, Mass.
«I would urge superdelegates who are undecided to wait and see to get a better gauge of electability of the candidates».

Now what?

Os resultados das primarias democratas de ontem reforcam a tese que a campanha eleitoral tem tido muito pouca relevancia para a dinamica demografica do processo. A atitude mais agressiva de Hillary ou o resurgimento do reverendo Wright acabam por ter, efectivamente, impacto residual na escolha dos eleitores. Desde 5 de Fevereiro — dia da Super Tuesday — que Hillary Clinton ganha junto das mulheres, dos brancos operarios e dos hispanicos, enquanto Obama capta os votos dos afro-americanos, dos jovens e dos brancos qualificados e abastados. Tivesse o partido democrata capacidade de coligar estas demografias e John McCain arriscar-se-ia a perder nos 50 estados em Novembro.

Hoje, restam 230 superdelegados que ainda nao anunciaram a sua intencao de voto. Entre eles, estao Al Gore, John Edwards, Howard Dean, Nanci Pelosi, Donna Brazile e outras figuras nacionais do partido, mas a grande maioria sao congressistas, senadores e dirigentes locais. Para os ultimos, o dilema tem sido escolher entre a maior elegibilidade de Clinton e a preferencia dos seus constituintes. Para os primeiros, o receio de fracturarem o partido tem-nos mantido na expectativa. Por exemplo, Donna Brazile, ontem, na CNN, corrigiu alguem do painel que a classificou de “indecisa” dizendo que era “nao declarada”.

Howard Dean ja avisou que e desejavel que os superdelegados declarem a sua preferencia ate 3 de Junho, dia das ultimas primarias. Mas com a questao de Florida e Michigan ainda em aberto, com os delegados que John Edwards leva a convencao sem orientacao de voto, e com superdelegados com receio de partir a loica (ler aqui), o mais certo e que a decisao seja o resultado de um compromisso de bastidores. Talvez, so talvez, o Dream Ticket ainda seja possivel. Afinal, mais do que o partido democrata, e o futuro dos Estados Unidos que esta em causa.

Carolina do Norte e Indiana

A menos que algo de muito extraordinario aconteca logo a noite, a campanha dos dois candidatos Democratas vai continuar. As sondagens dao uma vantagem media de cinco pontos a Clinton no Indiana e de sete pontos a Obama na Carolina do Norte. So vitorias convincentes em ambos os Estados darao aos superdelegados argumentos fortes para escolherem um ou outro. Howard Dean ja lhes pediu que se comprometam ate ao dia da ultima primaria, a 3 de Junho.

Com resultados eleitorais que mais parecem empates, sera a forma como a campanha e conduzida a justificar as decisoes dos superdelegados. O negativismo nos ultimos dias de Clinton e o regresso do Reverendo Wright sao exemplos do que pode determinar as escolhas. Mas ha quem apele aos superdelegados para tomarem mais atencao a elegibilidade dos candidatos. Segundo o sitio electoral-vote.com, esta seria a configuracao do colegio eleitoral se as eleicoes fossem hoje:

Obama 264 – McCain 263 – Empate 11 (mapa aqui, evolucao por Estado aqui)
Clinton 291 – McCain 236 – Empate 11 (mapa aqui, evolucao por Estado aqui)

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