Streamlining Math (às vezes designado por facilitismo)

Do NYTimes, sobre a necessidade de rever os curricula de matematica do ensino basico, nos Estados Unidos, para que estes se aproximem das top-performing nations:

«The panel said that math curriculums from preschool to eighth grade should be streamlined to focus on key skills. […] Closely tracking an influential 2006 report by the National Council of Teachers of Mathematics, the panel said that the math curriculum should include fewer topics, and then spend enough time on each of them to make it is learned in depth and need not be revisited in later grades. This is how top-performing nations approach the curriculum».

Enigma

No «Avante!» de hoje, Domingos Mealha escreve um longo artigo sobre a marcha dos professores. Comeca assim: «A multidao que no sabado, feita rio em dia de chuva forte, desceu a Avenida da Liberdade (…)».

Nao encontro consenso sobre o significado da expressao «feita rio em dia de chuva forte», pelo que deixo algumas alternativas:

1) E um piscar de olhos subtil ao Manuel Alegre;

2) Houve uma desatencao do revisor do «Avante!», que tera misturado um texto sobre as inundacoes em Setubal com o da manifestacao dos professores;

3) E uma metafora: «feita rio (100 mil manifestantes) em dia de chuva forte (50 mil esperados)»;

4) E um exagero, na medida em que o ceu esteve semi-nublado, mas confere-lhe uma dimensao dramatica so ao nivel dos classicos;

5) Acompanhado a guitarra pelo Barata Moura, da uma lindissima cantiga de embalar.

[Este e mais um dos muitos textos anti-ME que nao apresenta nenhuma alternativa as reformas propostas.]

O “actualmente”

Sobre o conflito entre uma aluna e a sua professora numa escola do Porto, ja sabemos — e estavamos a espera — que os defensores do “antigamente” consideram as imagens ilustrativas da degradacao do espaco escolar. Obviamente, estes conflitos nao sao exclusivos do “actualmente” e so uma variante de Alzheimer pode explicar o fenomeno de esquecimento colectivo a que estamos a assistir. (Abstenho-me de descrever, por serem exemplos extremos, os conflitos tipicos nas salas de aula de uma escola de Setubal que frequentei, mas o Joao Pinto e Castro e o Miguel Abrantes lembram outros mais comuns.)

Talvez fosse interessante discutir o que aconteceu depois. A professora, certamente incomodada, nao comunicou o sucedido a Escola. Segundo o Expresso, o conselho directivo desta veio a saber atraves da DREN, que por sua vez teve conhecimento atraves de um email. Ora, as escolas deviam ter — e nao sei se esta em particular tem — estruturas competentes e de confianca a que os docentes possam recorrer com a maior das discricoes quando sujeitos a situacoes desta natureza. Os ambientes escolares nunca serao isentos de conflitos — nem o eram “antigamente” — e e a forma como estes sao resolvidos que ajuda a distinguir as boas das mas escolas. Quanto menos localizada for a sua resolucao, menos confianca sera depositada no sistema e outros conflitos serao potenciados.

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