The Velvet Underground – Sunday Morning (*)
(*) Não preciso que me lembrem que esta música também está no meu iTunes, obrigado.
Faltam seis semanas para a Convenção Democrata
Afinal, eram quatro, ou só três os mísseis que o Irão testou recentemente? E eram de longo, ou médio alcance? Que significado têm os exercícios das forças armadas israelitas?
Esperem mais desta retórica durante as próximas semanas.
Fake Elite
Não fui ao concerto dos The National.
Ontem, quando a Ana me enviou por email o link para o vídeo que postei, eu não sabia quem eram os The National. Ou melhor, não sabia que sabia quem eram os The National. Até que a Mariana me lembrou, por SMS, que eu tinha o álbum Boxer no iTunes do portátil onde vos escrevo estas palavras. Hoje, foi a vez de o Hugo me chamar a atenção para o facto de a música no vídeo que a Ana me enviou por email ser a primeira no alinhamento do álbum que a Mariana gravou no meu computador.
Estou a sentir-me assim um bocadinho como a Maria Filomena Mónica, ontem à noite, na SIC-Notícias. Como saio pouco de casa…
The National – Fake Empire
PT-Blogo-Fractalândia
É uma excelente notícia para a blogosfera portuguesa: o Nuno Gouveia, autor do Eleições Americanas de 2008, recebeu credenciais da Convenção Nacional Republicana para fazer a cobertura do evento como blogger.
Jesse Helms e a felicidade (2)
Jesse Helms, senador da Carolina do Norte durante 30 anos, referia-se à University of North Carolina (UNC) — a mais antiga e uma das mais prestigiadas universidades públicas dos Estados Unidos — como a «University of Negroes and Communists».
O ataque aos espaços académicos é uma característica das franjas mais conservadoras e retrógradas da sociedade. No caso particular de Jesse Helms, os vários campuses da universidade estadual, principalmente a sua flagship em Chapel Hill, eram vistos como espaços onde a liberdade académica contrariava a ignorância, ignorância essa que sustentava a difusão das ideias profundamente discriminatórias que defendeu ao longo da vida.
Jesse Helms lidava mal com a emancipação das mulheres, com a liberdade de orientação sexual, com a afirmação dos afro-americanos e com a educação das massas. Que durante 30 anos tenha sido apoiado por metade dos eleitores da Carolina do Norte, compreende-se pela estrutura demográfica do estado. Mas que Helms se tenha tornado uma referência política para alguns em Portugal, já é um mistério para mim.
Leitura complementar: Jesse Helms e a felicidade
Jesse Helms e a felicidade
«[M]uitos dos mais radicais pró-americanos, os mais ardorosos defensores da invasão do Iraque, que quanto muito dos EUA conhecem o Rockefeller Center e a Quinta Avenida.»
No momento em que o Filipe Moura escrevia estas linhas, um dos «radicais pró-americanos» da praça, André Azevedo Alves, elogiava o recentemente falecido ex-senador da Carolina do Norte, Jesse Helms.
E se lhe fosse dado a escolher? Prefereria o André viver em Manhattan, ou numa small town da Appalachia ou da Bible Belt, sítios onde as ideias de Helms foram acarinhadas durante décadas?
Pelo que aqui se lê, só a small town lhe permitiria ser bem sucedido na procura da felicidade.
Leitura complementar: Jesse Helms e a felicidade (2)
Provas de aferição
Descobri uma forma de aferir a qualidade dos “actual” e “antigo” sistemas de ensino. Em vez de uma, projectam-se duas pontes Chelas-Barreiro, lado a lado. Da primeira, ficam encarregues os engenheiros formados pelo sistema massificado e “facilitista”, e da segunda, os engenheiros formados pelo sistema “rigoroso” e “exigente” do passado.
4 de Julho
Em dia de celebração patriótica, deixo aqui um resumo das actuais previsões de Andrew S. Tanenbaum [electoral-vote] para as três eleições de Novembro:
Presidenciais: Obama 320; McCain 218
Senado (só 1/3 a eleger): Democratas 55; Republicanos 45
Câmara dos Representantes: Democratas 239; Republicanos 196
Entretanto, acrescentei na coluna do lado direito um icon com esta informação que será actualizada diariamente.
Expresso: o estado da Nação
A menos de uma semana do debate sobre o estado da Nação, a edição de amanhã do Expresso analisa as principais áreas da governação socialista nos últimos três anos. E sob a ameaça da crise económica internacional, lá se vai afirmando que 2009 será pior que 2008.
Mas há um exercício mais complexo, e obrigatório, neste tipo de análises: terá a governação de Sócrates permitido a redução do impacto da crise internacional na economia e no bem estar das famílias portuguesas, relativamente àquilo que seria hoje a realidade se o PSD de Santana Lopes estivesse no governo?
A resposta é importante, porque a escolha nas eleiçõs de 2005 não era entre um número infinito de universos possíveis.
[Escrito no contexto de uma colaboração com o Expresso, que me permite comentar antecipadamente alguns dos temas da edição em papel do jornal]