Blogosfera e biosfera
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Blogosfera, Sociedade
30 Junho, 2008, 18:12 | Comente
Hoje de manhã, o Expresso online pediu-me para escrever sobre a decisão recente de um tribunal em suspender o acesso a um blogue português. Podem ler o texto aqui.
Road Trip
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Estados Unidos, Vídeos
27 Junho, 2008, 13:30 | 1 Comentário
«7 Day trip from Los Angeles to New York City compressed into 4 minutes», via VideosAver.
Expresso: política no feminino
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Expresso, Política, Sociedade
27 Junho, 2008, 13:26 | 2 Comentários
Na edição de amanhã, e sobre a eleição de Manuela Ferreira Leite como Presidente do PSD, o Expresso questiona: «as mulheres fazem política de maneira diferente dos homens?».
A pergunta conduz-me para o que se passou nas primárias norte-americanas. Muito se falou no juízo dos eleitores sobre o facto de Barack Obama ser afro-americano. Mas nunca ninguém questionou se, sendo afro-americano, iria fazer política de forma diferente dos caucasianos. Já sobre Hillary Clinton, as coisas não foram assim: sendo mulher, esperava-se que fizesse política de outra forma. Por exemplo, numa ocasião de campanha chorou, o que foi comentado como sinal de fraqueza, coisa que nenhum homem revelaria.
Ora, mesmo que Manuela Ferreira Leite faça política de forma diferente de Luís Filipe Menezes, não é certamente por ser mulher. E os dois, mesmo sendo diferentes, farão política de forma mais parecida entre si do que com a forma de o fazer de Avelino Ferreira Torres, um alpha-male pouco sofisticado.
Este tipo de prejudice que a pergunta do Expresso transporta — e que esteve presente nas primárias norte-americanas — é absurdo.
[Escrito no contexto de uma colaboração com o Expresso, que me permite comentar antecipadamente alguns dos temas da edição em papel do jornal]
Literacia científica em Portugal (3)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
25 Junho, 2008, 19:18 | 19 Comentários
[As figuras aqui apresentadas são da minha responsabilidade e representam dados estatísticos do PISA 2006 gentilmente cedidos pelo sociólogo Hugo Mendes.]
Nos posts anteriores, ilustrei que Portugal é o país onde a diferença na literacia científica entre os estudantes que frequentam o “ano modal” (10º ano) e os que se encontram noutros patamares é a mais acentuada dos 32 países analisados.
Mas há algo ainda mais singular: 20% dos estudantes portugueses com 15 anos de idade frequentam o 7º ou 8º ano de escolaridade, isto é, estão atrasados três e dois anos no percurso educativo relativamante à maioria dos seus pares. Nenhum outro país tem tantos estudantes tão atrasados.
O impacto desta “retenção” nos resultados da literacia científica está representado na figura em cima (clicar para abrir numa nova janela). Portugal destaca-se de todos os outros porque é, ao mesmo tempo, aquele com a percentagem mais elevada de alunos muito atrasados no percurso educativo, e aquele onde a diferença no índice de literacia científica entre os que frequentam o “ano modal” e os outros é a mais acentuada.
Ou seja, e repetindo o que tenho afirmado nos últimos dias: O sistema de ensino português produz muito bons alunos e muito maus alunos, não respondendo eficazmente às necessidades dos últimos.
Num país onde se tem debatido exaustivamente as problemáticas da desigualdade, é de estranhar que a maioria das pessoas se deixe encantar pelo discurso do “facilitismo” e se esqueça que o nosso sistema de ensino, ao ser excessivamente selectivo, está a induzir desigualdades no acesso ao conhecimento que se manifestarão, mais cedo ou mais tarde, de todas as outras formas possíveis.
Leituras complementares: Literacia científica em Portugal (1); Literacia científica em Portugal (2); Literacia científica em Portugal (4); Literacia científica em Portugal (5)
Literacia científica em Portugal (2)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
25 Junho, 2008, 19:14 | 2 Comentários
[As figuras aqui apresentadas são da minha responsabilidade e representam dados estatísticos do PISA 2006 gentilmente cedidos pelo sociólogo Hugo Mendes.]
Segundo o PISA 2006, Portugal ocupa a 29ª posição no ranking de literacia científica de alunos com 15 anos, ranking esse liderado pela Finlândia com 563 pontos. Com melhores índices de literacia que Portugal (474), estão, entre outros, a Estónia (531), a Eslovénia (519), a Hungria (504), a Polónia (498), a Letónia (490) e a Lituânia (488). Este não é, certamente, um cenário simpático para Portugal.
Mas será possível identificar algum indicador que ajude a explicar este resultado?
Como já escrevi, este índice mede a literacia científica de alunos com 15 anos. E este é o primeiro dado importante: alunos com 15 anos, independentemente do ano de escolaridade que frequentam. Em Portugal, a maioria destes alunos frequenta o 10º ano de escolaridade, mas há muitos que frequentam o 9º, o 8º ou o 7º ano; há ainda um número muito residual que frequenta o 11º ano.
Para cada um dos países do estudo, o patamar onde a maior parte dos alunos está é chamado “ano modal”.
Na figura em cima (clicar para abrir numa nova janela), está representada a diferença entre o “indíce global de literacia” e o “indíce modal de literacia” de cada país, em função da percentagem de alunos que frequenta o “ano modal”. Por “indíce modal de literacia” entende-se o resultado obtido pelos alunos com 15 anos que frequentam o “ano modal”.
Em muitos países, a esmagadora maioria dos estudantes frequenta o “ano modal”. Quer isso dizer que a diferença entre o “indíce global de literacia” e o “índice modal de literacia” é praticamente nulo — isso é representado pelo aglomerado de pontos no topo da imagem.
Depois, há países em que cerca de 50% dos estudantes estão no “ano modal”. Mas entre estes, há os que têm uma diferença negativa entre os índices, caso do Luxemburgo (-27), e os que têm uma diferença positiva, caso de Portugal (+54).
No caso do Luxemburgo, e dos outros com diferenças negativas, uma parte considerável dos alunos que não frequentam o “ano modal” frequentam patamares mais avançados, daí que o índice modal seja inferior ao global. No caso de Portugal, é precisamente o oposto: a quase totalidade dos alunos que não estão no “ano modal” frequentam patamares mais atrasados e os seus resultados, obviamente piores, têm um impacto negativo no índice global.
Este é o primeiro indicador que em Portugal existe uma enorme diferença entre bons e maus alunos. De facto, não há outro país onde a diferença seja superior. Mas é possível refinar ainda mais esta análise (ver post seguinte).
Leituras complementares: Literacia científica em Portugal (1); Literacia científica em Portugal (3); Literacia científica em Portugal (4); Literacia científica em Portugal (5)
Literacia científica em Portugal (1)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
25 Junho, 2008, 19:11 | 4 Comentários
É recorrente: quando se fala sobre Ensino, fala-se sobre experiências pessoais, sobre os níveis de exigência do passado, sobre o “facilitismo” do sistema. Isto não é novo. O que a discussão recente acrescentou é o ataque às estatísticas.
Pela estrutura de discussões anteriores, este ataque não se estranha. Afinal, as estatísticas confrontam a realidade com aquilo que durante vários anos achavamos que a realidade era. Tentem imaginar as sinapses em confronto: não é certamente um cenário bonito. Felizmente, nenhuma das pessoas que minimiza a importância das estatísticas é Ministra ou Ministro da Educação.
E o que nos podem dizer as estatísticas? Motivado pelos comentários ao meu post anterior, pedi ao sociólogo Hugo Mendes alguns dados do PISA 2006 sobre literacia científica, que amavelmente me cedeu.
Nos dois posts que se seguem, vou tentar ilustrar uma tese que defendi anteriormente: O sistema de ensino português produz alunos que estão ao nível dos melhores do mundo (ver comentário aqui); o problema persistente — e ímpar — é a incapacidade do sistema em responder às necessidades dos menos capazes.
Leituras complementares: Literacia científica em Portugal (2); Literacia científica em Portugal (3); Literacia científica em Portugal (4); Literacia científica em Portugal (5)
euLER (2)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
24 Junho, 2008, 10:19 | 19 Comentários
Vale a pena ler este post do Hugo Mendes com atenção. Nenhuma discussão sobre ensino público poderá ignorar este dado fundamental: quando comparado com outros países, o nosso sistema produz bons alunos; o problema reside naqueles que são maus, cujo insucesso é alimentado por um sistema incapaz de responder às suas necessidades.
O actual discurso do “facilitismo” ignora — propositadamente, ou não — a realidade. Ignorando a realidade, é irresponsável.
Um excerto do texto do Hugo:
«O nosso resultado global [PISA - literacia matemática], é verdade, é fraco: 466, comparado com a média estandardizada de 500 para os 57 países que participaram no estudo. Mas [tenhamos] em conta este dado: o PISA é aplicado a estudantes de 15 anos independentemente do ano de escolaridade que frequentam. Portugal é o único país da Europa com tantos alunos inscritos em tão diferentes anos de escolaridade, ou seja, com tantos alunos em atraso, resultado das sucessivas retenções de que foram alvo.
Os alunos que, com 15 anos, estão no ano de escolaridade ‘certo’ (ano modal) - que em Portugal é o 10.º ano - têm, afinal, um bom (para não me exceder nos adjectivos) resultado: 520. Este resultado seria impossível se o ensino da matemática estivesse a ser assaltado por um qualquer ‘nivelamento por baixo’. Assim, o real problema é a diferença entre o aluno médio do ano modal e o aluno médio: comparado com outros [países], Portugal tem uma percentagem excessiva de alunos fracos ou muito fracos, para os quais o sistema não encontra resposta.
[O problema de Portugal] não é ausência de alunos de boa qualidade. Nem é sequer o facto do nosso sistema não ser selectivo. É, antes, muito selectivo — no sentido em que separa os alunos, deixando uma grande fatia deles para trás.»
euLER
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
23 Junho, 2008, 23:46 | 2 Comentários
Num dos telejornais da noite, um aluno do 12º ano resumia assim o exame de matemática (cito de cor): «os problemas davam para ler, raciocinar e responder.» Os que a isto chamam “facilitismo” nunca questionaram a adequação de exames que produzem médias nacionais — sublinhe-se nacionais — de 7 ou 8 valores.
What are WE doing here?
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Blogosfera
23 Junho, 2008, 09:57 | Comente
O …bl-g- -x-st-, do João Pinto e Castro, um dos mais informados e acutilantes bloggers portugueses, faz hoje cinco anos. O verão de 2003 foi, em linguagem cosmológica, o período inflacionário da blogoesfera portuguesa — alguns de nós começaram a escrever durante esses meses. Actualmente, poucos mantêm os blogues iniciais activos, o que torna a fidelidade do João Pinto e Castro ao seu blogue quase singular. Longe de mim querer induzir depressões em alguém, mas notem também o seguinte: só um ano e meio depois é que surgiu o YouTube.
Viajário (2)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Geral
20 Junho, 2008, 13:54 | Comente
Weaver St. Market, Carrboro (Chapel Hill), North Carolina:
Student Union, Madison, Wisconsin:
Viajário
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Geral
19 Junho, 2008, 22:04 | 2 Comentários
Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth.
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same.
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I–
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.
Robert Frost, The Road Not Taken (1915)
Há um ano, terminava uma aventura.
Simple Minds (2)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
19 Junho, 2008, 14:03 | 9 Comentários
Ainda sobre os comentários de bloggers e jornalistas aos resultados das provas de aferição do 4º e 6º anos, recentemente divulgados.
O uso sistemático da palavra “chumbo” para descrever os resultados não satisfatórios resume bem a forma adulterada como a discussão está a ser conduzida.
Aferição e avaliação são coisas distintas. A primeira, serve essencialmente para os agentes responsáveis pela arquitectura pedagógica do sistema aferirem o conhecimento dos alunos e monitorizarem a sua progressão. E é disso que estes exames tratam.
Por exemplo, voltemos às duas perguntas referidas no post anterior. Sendo parecidas, avaliam competências diferentes. Uma análise mais fina dos resultados irá, por certo, permitir perceber se o alunos (que não são os mesmos, atenção) foram capazes de, em dois anos escolares, adquirir competências para responder a uma pergunta com um grau de complexidade superior, mas com base na mesma estrutura de informação (pictograma).
É bom que as pessoas também percebam o seguinte: os resultados dos exames de aferição estão agregados por níveis qualitativos - sublinhe-se qualitativos - de conhecimento. Objectivamente, nós, o público, sabemos pouco sobre a distribuição dos resultados quantitativos. E nem precisamos de saber.
Aferição não é avaliação.
Simple Minds
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação
19 Junho, 2008, 12:41 | 8 Comentários
Uma das perguntas na prova de aferição do 6º ano de matemática de 2008 tinha por base um pictograma (ver aqui) com os dados relativos ao instrumento musical que os alunos de uma escola gostariam de aprender. No pictograma, estão representados, indistintamente, rapazes e raparigas. Na prova, é perguntado quantos rapazes gostariam de aprender piano, sabendo que duas raparigas o gostariam de fazer. A resposta é dada obtendo, primeiro, e através do pictograma, o número de alunos (rapazes e raparigas) interessados em aprender piano, e, depois, subtraindo a este o número de raparigas.
Uma das perguntas na prova de aferição do 4º ano de matemática de 2007 tinha por base um pictograma (ver aqui) com os dados relativos às actividades extra-curriculares frequentadas pelos alunos de uma escola. Na prova, é perguntado quantos alunos frequentam Informática. A resposta é dada directamente através da leitura do pictograma.
Para algumas pessoas:
1. As duas perguntas são iguais e a primeira não avalia competências mais complexas do que a segunda;
2. Os exames do 4º ano de 2007 e do 6º ano de 2008 são iguais porque a resposta a uma das muitas perguntas dos exames requeria a leitura de um pictograma;
3. Sendo iguais — as perguntas e os exames — os alunos do 6º ano tiveram boa nota em 2008.
[Porque é que se insiste tanto em falar de “chumbos”, quando estamos perante provas de aferição? Das duas uma: ou há um propósito em desinformar, ou somos, em Portugal, estruturalmente incapazes de discutir sobre Avaliação.]
Isto é lindo
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Estados Unidos
18 Junho, 2008, 13:34 | 1 Comentário

«Are you saying your novels have been critically neglected?
I don’t even read most reviews, unless there is a potential lawsuit on view. I’ve never had much attention paid by critics — nor has anybody else in the United States of America, as Mr. Obama likes to call it.
And what about Mr. McCain?
Disaster. Who started this rumor that he was a war hero? Where does that come from, aside from himself? About his suffering in the prison war camp?»
Questions for Gore Vidal, no New York Times, via Ana Margarida Craveiro.
Inundações no midwest dos EUA
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Ambiente, Estados Unidos
17 Junho, 2008, 18:23 | Comente

[Reparem na escala, no canto inferior esquerdo da primeira imagem]
A partir do site do Earth Observatory, da NASA: «The Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) on NASA’s Aqua satellite captured the top image on May 28, 2008, and the bottom image on June 10. These false-color images combine infrared and visible light to enhance the contrast between vegetation (bright green) and water (dark blue). Bare ground is pinkish-tan, and clouds are blue-white. Rivers that were not even visible at MODIS’ resolution on May 28 are wide blue ribbons on June 10. The Embarras, Wabash, White, and East Fork White Rivers are all swollen from the heavy rains.»
Disco da década(*)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Geral
17 Junho, 2008, 11:28 | Comente

(*) Poupo-vos às razões da minha incrível e singular ignorância musical, mas é a ela devida esta minha incapacidade de reconhecer uma música a menos que na coluna “PlayCount” do iTunes apareça um número superior a 50. Por essa razão, as compilações musicais serão sempre o meu tipo de disco preferido.
Entretanto, este, de que tanto gostei e que custou uns excessivos $19.99, não consegue reunir mais do que umas míseras duas estrelas, no máximo de cinco, na média de notas atribuídas por 465 clientes do iTunes que gostavam de ter sido jornalistas do Blitz. Um deles, com o sugestivo nick darkgarden, escreveu mesmo: «crazy corporate fatcats trying to milk radiohead for all they got. WE WILL NOT STAND FOR IT!».
Fact Check (2)
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Blogosfera
16 Junho, 2008, 14:25 | 1 Comentário
Patrícia Lança, é sabido, tem a particularidade de pontapear a razão. Desta vez, escreveu:
«A Organização Mundial de Saúde acaba de divulgar os resultados das suas investigações sobre o alastramento de HIV/SIDA[…] Afinal, depois de mais de duas décadas a insistir que a temida doença atingia todos, [parece] que a epidemia atinge principalmente os grupos de risco (surpresa, surpresa!!!) nomeadamente: homens que fazem sexo com homens; certas categorias de toxicodependentes; e pessoas que praticam a prostituição.»
A sua fonte é, entre outras, esta notícia do The Independent com o título «Threat of world Aids pandemic among heterosexuals is over, report admits».
Acontece que a Organização Mundial de Saúde emitiu prontamente um comunicado a alertar para as várias imprecisões e interpretações erradas na notícia do The Independent, onde se lê:
«Heterosexual transmission continues to drive the epidemic among sex workers, their clients, and their clients’ partners. In addition, prisoners, injecting drug users, as well as men who have sex with men, may also engage in heterosexual relationships. In sub-Saharan Africa almost 60% of adults living with HIV were women, 48% in the Caribbean.»
A Patrícia Lança tem todo o direito em acreditar nas coisas que acredita, por mais abjectas que sejam. O que não pode é tentar contaminar a opinião dos muitos leitores d’O Insurgente com base em supostos dados científicos, menos ainda ignorar os vários apelos para corrigir as suas afirmações, sabendo que existe um relatório oficial que as desmentem. Entretanto, os outros Insurgentes mantêm-se silenciosos. Ai, o rigor, o rigor…
Fact Check
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Blogosfera
16 Junho, 2008, 13:28 | Comente
A propósito do último post, e dos disparates que o jornalismo português produz, quero lembrar os mais distraídos que este blogue é de leitura diária aconselhada.
Explicador, precisa-se
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Educação, Sociedade
16 Junho, 2008, 13:13 | 1 Comentário
Na capa do Diário de Notícias de hoje, noticia-se: «Explicações para exames custam entre 30 e 500 euros». Já nas páginas seguintes, Pedro Sousa Tavares escreve, em jeito de sumário, que os «valores praticados variam entre os 30 euros à hora e os 500 euros por 24 horas de explicações». Mais em baixo, ficamos a saber que há preços para outros gostos: «oito a 30 horas de duração e preços entre os 180 e os 250 euros», escreve o jornalista informado.
A quantos centros de explicações perguntou o DN os preços para escrever a notícia? A dois.
Ou seja, o facto «Custo das explicações varia entre 8,3 €/hora e 30 €/hora em dois centros de Lisboa e do Porto» foi transformado na notícia «Explicações para exames custam entre 30 e 500 euros».
Meet Tim Russert
Por João Jesus Caetano | Arquivado em Estados Unidos
16 Junho, 2008, 10:12 | Comente
Foi também com Tim Russert que conheci a América. Não só através do que ele perguntava, ou dos comentários que elaborava, mas também de como o fazia. Pensando melhor, foi mais do que conhecer a América. Foi intuir, fazer parte da América. Não sei. Alguma coisa terá sido porque senti um vazio quando soube do seu falecimento.




